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Quais são os riscos de vender em cartão e como evitá-los

O mercado de pagamentos em cartão movimentou, só em setembro de 2020, mais de R$ 257 bilhões, segundo a ABECS. O uso prático e a aparente segurança no uso de cartões de crédito ou débito fazem com que essa já seja uma prática comum para a maioria dos brasileiros.

Tem uma lição que já podemos detectar:

Vender em cartões é fundamental para qualquer tipo de negócio!

Mas para oferecer sim uma série de conveniências ao consumidor e ao lojista, o uso desse dinheiro eletrônico também traz alguns riscos que apesar de comuns, muitas vezes passam despercebidos.

Por isso deixamos aqui os 5 principais riscos para quem vende em cartão.

5 principais riscos para quem vende em cartão

1. Troca de maquininhas

O fato das maquininhas ou “maquinetas” POS serem um dispositivo móvel e independente é a causa dela ser a mais popular no varejo, mas é também o que o torna facil ser fraudado.

Mas por que isso acontece?

Cada POS é programado para um único recebedor, ou seja, todas as transações feitas através dele já possuem um destino próprio.

Esses equipamentos estão constantemente rodando de mão em mão no seu balcão, por mesas ou até entregadores delivery. E se, em algum momento o equipamento utilizado para receber suas vendas deixar de ser aquele configurado para sua loja?

Por não depender da comunicação nenhum outro sistema de gestão, toda transação ali estará instantaneamente indo para algum lugar que não a sua conta bancária.

Essa troca pode facilmente ser realizada por um funcionário mal-intencionado ou até por um fraudador se aproveitando de um caixa desatento.

Frequentemente você consegue ver na TV ou na internet, imagens de câmeras de segurança flagrando esse tipo de golpe.

2. Variação de taxas

Toda transação em cartão está sujeita à taxas, sejam elas sobre a própria venda, pelo uso do equipamento, pela antecipação dos recebimentos, em forma de juros por parcelamentos, enfim. É isso que sustenta esse mercado.

O problema é que a falta de domínio sobre as políticas de precificação das adquirentes (Cielo, Rede, Getnet etc), deixa muitos lojistas à mercê de mudanças repentinas nessas cobranças, o que infelizmente é uma prática comum.

Mesmo quando é bem sutil, a variação entre as taxas acordadas inicialmente e os valores sendo aplicados pelas operadoras pode resultar em grandes divergências entre a expectativa de recebimento e o repasse final.

Mas o que eu faço para não ter esse tipo de problema?

Firmar um contrato com sua operadora e estar ciente de seus termos é fundamental para que você possa contestar essas variações. Mas para identificá-las com antecedência, você precisa ter um fechamento de caixa e conciliação eficientes.

Guarde todos os recibos de todas as transações e lace corretamente no seu sistema de conciliação (se você ainda não tem um sistema assim é melhor dar uma olhada nesse artigo) para que você tenha essas estimativas de recebimento, ou então automatize esses processos com uma solução de pagamento integrada.

3. Cancelamentos indevidos

Até pela facilidade de se fazer esse também é um problema frequente para quem trabalha com vendas em cartão.

Veja como é simples:

  • Pode ser em conjunto de um funcionário mal-intencionado, um fraudador vai até a loja e realiza uma compra (normalmente produtos de alto valor agregado);
  • Depois da venda aprovada, o recibo é emitido e colocado junto aos outros para controle;
  • Com o cartão utilizado ainda em mãos, o funcionário realiza rapidamente o cancelamento da transação, e descarta comprovante emitido pelo POS;
  • Por fim, o fraudador sai com o produto de uma “venda” que não será processada.

Se a loja não tenha o hábito de conferir diariamente os relatórios dos POSs, ou uma ferramenta automática de gestão online esse cancelamento malicioso só será identificado quando já for tarde demais, pense bem, isso pode fazer a diferença entre continuar aberto ou fechar o negócio.

4. Lançamentos falsos

Falsos lançamentos também dependem da atuação interna de um funcionário. Imaginar esse tipo de cenário é delicado, mas um bom empreendedor deve considerá-lo.

Mais comum em lojas com valores de vendas padronizados (postos de gasolina, restaurantes com valor fixo, prestadores de serviço etc), essa fraude se dá da seguinte maneira:

  • O caixa realiza uma venda real, e lança corretamente no sistema;
  • Após emitir o recibo do cliente, ele emite a via da loja para controle, mas ainda executa uma reimpressão desse mesmo comprovante que ficará guardado com ele;
  • Mais tarde outro cliente faz uma nova compra, no mesmo valor do primeiro, mas dessa vez, pagando em dinheiro;
  • Ao invés de lançar a venda no sistema como sendo em dinheiro, ele registra um novo pagamento em cartão e para comprová-lo, junta aos recibos de controle a reimpressão da transação real realizada anteriormente;

5. Vendas que não são capturadas

Antes que o valor de uma transação em cartão chegue até o lojista existe todo um processo interno por parte das operadoras.

Algumas falhas durante esse processamento podem fazer com que mesmo após capturada e autorizada pelo banco, essa venda não conste no relatório da adquirente e, portanto, não seja repassada ao estabelecimento.

Isso não ocorre por má fé dessas empresas, mas sim erros de comunicação em seus próprios sistemas, entretanto, propositais ou não, o prejudicado acaba sendo o varejista.

Apesar de inevitável e diretamente proporcional ao volume de transações realizado, esse tipo de complicação só resultará em prejuízo para estabelecimentos que não pratiquem métodos eficientes de gestão das vendas e conciliação.

Checar constantemente os portais das operadoras e compará-los ao seu registro de vendas primordial na identificação desse tipo de divergência.

Conclusão

As vantagens de vender em cartão são muitas, ainda é uma ótima forma de vender mais, sem contar que o futuro vem aí com mais soluções como o cartão.

O objetivo desse artigo é alertar sobre os riscos que as vezes passsam despercebidos.

Se você trabalha com maquininhas comuns, os POSs, invista tempo no controle dos recibos, fechamento de caixa e conciliação, apesar de trabalhosos, esses procedimentos podem evitar grandes prejuízos. Nesse cenário, só não encontra erros quem não procura.

Além de ferramentas de conciliação, uma boa alternativa para se economizar tempo nesses processos e evitar boa parte dos problemas aqui citados é trocar o uso dos POSs, por sistemas de pagamentos integrados como o TEF.

Tendo ciência desses problemas e investindo um pouco em soluções que foram mostradas aqui com certeza você vai ver seu negócio melhorar muito junto com a saúde financeira.

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