Isolamento e medo de sair de casa fazem delivery crescer

Com as recomendações de distanciamento social, o delivery aparece como uma opção para limitar o contato interpessoal e, assim, reduzir o risco de contaminação pelo coronavírus.

O mercado está se movendo pela crise

O presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, disse que o setor de bares e restaurantes já começou a ser afetado, mas que a queda média ainda não chega a 15%.

Enquanto o movimento cai, a tendência é que a demanda nos aplicativos cresça. A Rappi já calcula um crescimento de cerca de 30% no número de pedidos na América Latina.

Os setores que impulsionaram o aumento são farmácias, restaurantes e supermercados. “As pessoas se sentem mais seguras fazendo o pedido via Rappi e evitando concentrações massivas“, declarou a empresa em comunicado.

Outros dois gigantes do setor no Brasil, iFood e Uber Eats não divulgaram informações sobre vendas, mas adotaram medidas para dar suporte aos entregadores durante a pandemia.

O iFood criou um fundo de R$ 1 milhão para os colaboradores em quarentena e começou a testar 1 serviço de delivery sem contato entre cliente e entregador.

Segundo a empresa, o fundo será gerido com ajuda da ONG Ação da Cidadania, que será responsável pela distribuição de recursos aos entregadores. 

O Uber Eats vai oferecer auxílio financeiro por até 14 dias aos motoristas e ciclistas diagnosticados com o vírus.